ATENÇÃO: romance yaoi (entre homens).
Deus é mencionado, mas a história registra minhas opiniões e crenças, não tem haver com os dogmas da doutrina cristã. Se esse tipo de leitura te ofende, va para outro site.
I stood there beside myself,
Thinking hard about the weather
Then came by a friend of mine
Suggested we go out together
Then I knew it from the start:
This friend of mine would fall apart
Pretending not to see his gun,
I said "let's go out and have some fun"
I know, you know, we believe in a land of love
I know, you know, we believe in a land of love
New Order - Perfect Kiss
Prefácio / Situando
Essa história começa depois de "Blondie Bomb" e antes de "Sonho de Natal".
Capítulo 2: Um olhar estranho
Bastet e Keanu iriam assistir filmes até tarde no canal pago. Jagara iria acordar cedo no dia seguinte. Deu boa noite ao casal e passou no quarto de Cíaran e Riki. Encontrou o mongrel ajoelhado ao lado da cama, mãos unidas, cabeça baixa:
Riki se encolhe.
Capítulo 1: O dia seguinte
O que aconteceu na tarde-noite do dia anterior, nem Riki, nem Cíaran poderiam explicar. Parecia um sonho, com Iason pedindo para que ele o perdoasse, e depois o tocando, ambos consumando o ato. Riki sentia que havia sido real em seu próprio corpo, nas marcas, nas pequenas dores, nas manchas que haviam ficado na roupa de cama, mas Cíaran negava tudo veementemente, enquanto eles caminhavam pelas alamedas jardinadas do Giroscópio pela manhã.
- Eu não acredito, isso só deve ser piração sua!
- Não foi, Cíaran, você encarnou o Iason, nós estivemos juntos, foi tudo muito real! Por favor, faça de novo!
- Tá louco! Isso foi mais uma viagem da sua cabeça drogada. Nunca, tá me ouvindo? Eu nunca vou ... urgh... tocar em você, nem mesmo servir de “cavalo” para o seu namorado.
Riki, desesperado, abraça Cíaran.
- Por favor...eu não aguento mais essa dor no meu peito! Eu preciso falar com ele, saber quando ele vai voltar!
Riki não era de chorar, nem de pedir por favor. Ele estava ali grudado às costas do jovem professor, frágil como uma menina que acabara de perder seu ursinho de pelúcia. E aquilo irritou Cíaran profundamente, que o afastou com um safanão.
- Vai viver sua vida, garoto! Deixe os mortos descansarem. – E se afasta rapidamente, entrando no elevador que conduzia à sala de estar.
O mongrel corre para o portão. Sai pelas ruas, que passam muito rápido. Enxuga as lágrimas do rosto e logo se depara com um bar. O atendente gordo já sabe o que ele quer. Prepara o rabo-de-galo, e coloca o copo cheio na frente do rapaz com uma sonora batida na madeira do balcão.
O vermelho da bebida o faz lembrar de uma das vezes que Iason brigara com ele. Um safanão também, mas dessa vez Riki havia sido projetado contra uma parede. O resultado fora um supercílio aberto, vazando sangue em seu olho. Iason chamara o médico, e depois passou a tarde inteira o cobrindo de mimos e carinhos.
-“ Se me deres o perdão, trarás muita paz a alma deste condenado”.
- Quem deve pedir perdão sou eu.
Riki deixou o dinheiro e o copo cheio sobre o balcão, e procurou Jagara.
- Você conhece todo mundo nesse planeta miserável. Deve ter alguém que me dê um emprego.
Jagara o puxou para si e lhe afagou os cabelos e o rosto. O que atormentava seu querido cúmplice.
- Sente aqui comigo – ela o conduz para uma poltrona giratória, senta na outra, eles estão de frente – Você está bem, meu companheiro de viagem?
Riki frequetemente acompanhava Jagara ao Centro Comercial de Thundera, onde ela se apresentava na Fortaleza dos Gatos e fazia compras.
- Jagara, por favor, eu não quero falar sobre ... Olha, eu quero saber quem pode me dar um emprego, para eu ocupar minha cabeça e não ficar só pensando no Iason o dia inteiro.
- Você sabe que eu prefiro que você estude, não é?
- É, Jags, mas eu quero ganhar algum dinheiro. Preciso me manter ocupado.
- Hummm... Tem algumas pessoas bacanas da colônia humana. Vou falar de você para eles.
- Mas os thunderianos não pagam melhor?
- Pagar, eles pagam, mas são meio xaropes. Pegue alguma experiência registrada com os humanos, depois você alça vôos mais altos.
Riki foi para o jardim cuidar das orquídeas enquanto Jagara ligava para umas pessoas. Da janela ela observava, esperando que ele conversasse com as flores, como costumava fazer, mas dessa vez ele estava muito quieto, sentindo a pior tristeza que alguém poderia sentir: a solidão, sem a máscara feliz das bebidas ou das drogas.
Eis que surge Bastet, sempre absurdamente alegre desde que Keanu ressurgira em sua vida:
- Rikiiiiii! – Ela o abraça. Ele reluta. – Ah, vai, meu amigo, abre essa guarda e fala com a sua Bastetzinha.
- Não sei como uma pirada como você pode ajudar alguém numa hora dessa.
Bastet mostra a língua para ele e diz:
- Oras, quer ajuda melhor que te emprestar meus ouvidos.
Riki contou tudo o que tinha acontecido para Bastet, que ficou boquiaberta:
- Nuss, o Cíaran manifestando a mediunidade dele! Geeeeenteeeeem!!! E...e... recebendo uma encarnação temporária. As coisas estão acontecendo rápido demais!
-O que você acha, Bastet?
- Olha, Riki, sinceramente, o Iason está numa situação muito difícil. Se ele veio te pedir perdão, ele deve estar em julgamento.
- Ele... vai morrer ?!
- Acabei de falar com Hórus, meu irmão e médico que está cuidando do Iaia, e ele me disse que a situação dele é estável, o corpo dele está funcionando bem, mas ele não voltou do coma ainda.
- O que eu faço, Bastet? Não tem "milagre" para atravessar o Portão Estrelar, não tenho dinheiro para pegar um comboio para Mysraiyn, e mesmo que tivesse, levaria meses para chegar lá...
- Riki, na boa, vai vivendo sua vida. Começe a criar raízes, você não está sozinho. E se você ama tanto o Iason, reze, meu querido, reze.
- Rezar para quem? Júpiter é uma alien igual a você? Existe algum deus de verdade?
- Olha, eu vou te contar uma coisa, mas você vai me prometer segredo, tá. Er... não é meu papai, Rá, infelizmente... – Bastet faz uma pausa, lembrando–se de fatos muito antigos – Tem uma humana, chamada Riva, que sabe muita coisa sobre O Criador, e eu sei que ela não vai te recriminar por você ser bissexual. Procure ela nesse endereço.
- Bastet, me fala mais. Eu sei que você sabe.
- Eu já falei demais. “Lambdas” pra você.
Riki procurou Riva naquela tarde, Bastet já havia falado com ela.
- Já vou te avisando, rapazinho. Posso te explicar tudo a respeito de Papai-do-Céu, mas não trago a pessoa amada em três dias. Você quer continuar?
- Affe, como você é debochada!
- Só vou direto ao ponto. Nosso tempo é precioso.
Riva era ex-esposa de Lion-o, Rei de Thundera, e agora era esposa do Primeiro Ministro Tygra. Morava numa casa de pedra e madeira no campo. Tinha um haras com cavalos, muares e dindis (um tipo de equino de thundera, com patas no lugar de cascos). Estava numa das baias, trocando a forração, enquanto conversava com Riki:
- Você pode simplesmente chamá-lo de DEUS, apesar de seus muitos nomes. Ele é único, o criador de toda a vida em todo universo. É um pai amoroso e acolhedor, e seu filho deu a vida para nos salvar do pecado, do mal eterno. Todas as coisas que acontecem hoje em dia, essa degradação de guerras entre planetas, tudo indica que o Messias está prestes a reaparecer, e selar a existência desse Universo com a Paz Eterna.
- No que isso pode me ajudar? Acho que Bastet já te passou toda a minha “capivara”.
* "Capivara" é a gíria para a ficha de atos criminosos de alguém. Lógico, Riki não cometeu nenhum crime em Thundera, mas estava falando de seu passado recente.
- Ah, nós temos conversado bastante sobre você, confesso, e estava muito curiosa para te conhecer pessoalmente.
Riki ficou vermelho de vergonha. Riva deixa o garfão de lado por um tempo.
- Como eu te disse, eu não tenho poder para trazer o Iason. Deus tem, mas será que é isso mesmo que deve acontecer?
- Lógico que sim! Nós íamos começar a viver bem agora, em Thundera, longe de Amoi, de Raoul, de Guy, de Mimea. Só nós dois. E agora ele não volta, eu não entendo por que! A Bastet fala de um julgamento, mas que julgamento tão comprido é esse!? Em Amoi, quem era preso já era jugado, já apanhava e já morria, não passava de uma semana! – Eles param um minuto, ele põe as mãos na cabeça - Eu amo ele. Não passo um dia sem pensar nele.
- Eu penso num cara há mais de 20 anos. Não é tão frequente quanto você, mas pelo menos uma vez por mês me pego lembrando dos bons momentos, imaginado como seria se tivéssemos ficado juntos, mas não creio que isso seja amor, mas talvez um tipo de mania...
- EU AMO O IASON, ISSO NÃO É MANIA! VOCÊ PODE ME AJUDAR OU NÃO?
Riva aproximou-se de Riki e disse:
- Posso te dar um norte para VOCÊ se ajudar.
Ela se afasta e indica a saída das baias
- Acho melhor você ir para casa e pensar direito. Esse tipo de situação não pode ser resolvido com um passe de mágica.
A dispensa dela faz Riki ficar sem chão. Ele engole em seco. Precisava fazer aquilo.
- Por...favor...me desculpe. Eu estou desesperado, e só queria que você me ensinasse a rezar.
Capítulo 2: Um olhar estranho
Bastet e Keanu iriam assistir filmes até tarde no canal pago. Jagara iria acordar cedo no dia seguinte. Deu boa noite ao casal e passou no quarto de Cíaran e Riki. Encontrou o mongrel ajoelhado ao lado da cama, mãos unidas, cabeça baixa:
- ... um obrigado especial pela Jagara, que virou nossa mãezona. E o mais importante de tudo: por favor, Senhor, ajude o Iason a sair do coma. Você lê meu coração, sabe o quanto o amo. Obrigado, Amém.
Cíaran chega e passa como um vento, quase derruba Jagara.
J: UÊPAAAA!!!! Devagar com o andor que o leão é de barro!
R: Faz quanto tempo que vocês estão aí !?
Q: Tempo demais, vou dormir no escritório, antes que esse maluco faça algum vudu para eu encarnar o macho dele. - Cíaran pega o cobertor e seu travesseiro.
R: VAI TOMAR NO SEU CÚ, CÍARAN!!! – Riki põe a mão na boca e diz baixinho – Desculpa, Senhor! – faz o sinal rapidinho encerrando a oração e se prepara para ouvir um monte.
Q: Que eu saiba, quem gosta de sodomia aqui é você. E nem mil orações vão te salvar! FUI!
Jagara senta na beira da cama. Riki está tremendo de raiva. Ela o abraça:
- Tá sofrendo “bagarai”, né?
- Tô tão cansado, Jagara. Minha cabeça está girando.
- Sai desse chão gelado e vem para a cama.
Riki obedece. Deita na cama, com a cabeça recostada numa das pernas de Jagara. Ela lhe afaga os cabelos, e enxuga as lágrimas que correm pelo rosto dele.
- Por que ele faz isso? Será que eu me tornei tão feio e sujo assim?
- Riki, está sendo difícil para o Cíaran também. Ele guarda muitas coisas e não quer falar com a gente... ainda... Dê um tempo para ele. E você não tem nada de feio ou sujo, não! Você é o garoto mais lindo e mais engraçado que eu já conheci. E não percebeu ainda, mas tem um coração de ouro.
- Amo tanto você, sabia? Minha amiga e mãezona.
- Falei com um amigo, acho que amanhã você começa a trabalhar.
Riki se animou:
- Jura! Ah, que bom! Obrigado, Deus!
- Gostou de conversar com a Riva?
- Ela é meio brava, mas me explicou muita coisa.
- Quer me contar?
- Sim.
Conversaram até ele dormir. No dia seguinte, o rapaz decidiu tentar conversar com Cíaran.
- Cíaran, me desculpa aí, vai. Eu não queria te ofender, mas foi mesmo um sonho que me impressionou, e você sabe como eu me sinto em relação ao...
- Iason, Iason, IASON! Isso parece um mantra que você fica entoando no ouvido de todos nós. Larga a mão de ser chato!
- Tá bom, você pode me desculpar? – diz, colocando-lhe a mão no ombro.
Cíaran faz silêncio. Eles se olham. O professor olha para baixo, seus olhos incondicionalmente olham suas partes e as de Riki. Cíaram desvia os olhos um pouco, mostrando um olhar estranho e perdido, esboçando meio sorriso. Passa a mão nos olhos, como que para apagar a lembrança, e murmura:
- Isso é... inconcebível... o maior dos pecados, uma abominação e totalmente contra as leis da igreja. Como você pode... como... pode... BAH!!!
O professor tinha ímpetos de agarrar Riki e jogá-lo para longe, mas conteve-se, virou subitamente e fugiu. O mongrel fica parado, ali, sem reação.
- A gente estava tão bem. Por que isso tinha que acontecer? O Iason deveria ter acordado direto ao invés de fazer essa bagunça na minha vida. Agora o Cíaran me odeia. Shitôôôô....
Jagara chama. Ela leva Riki para um pátio de obras na colônia humana e o apresenta a um construtor. Imediatamente ele começa a trabalhar. Em Ceres, às vezes Riki era chamado para ajudar nesse tipo de serviço, mas era tudo muito precário. Seu chefe lhe explicou que seria interessante aprender com os outros pedreiros como se trabalhava antes de fazer qualquer obra, uma vez que havia o jeito certo de fazer as coisas.
Era um grupo muito unido e engraçado, e nos dias que se seguiram, lhe deram o apelido de “grilo”. A maior dificuldade do mongrel não foi aprender a misturar massas, pintar, nada disso, mas sentia-se incomodado com as luvas, o capacete e os óculos. O mestre de obras logo se afeiçoou ao rapaz, visto que ele tinha o olhar muito bom para esquadrinhar as paredes, e era muito caprichoso com a pintura e passou a lhe dar tarefas mais importantes.
De volta ao dia da contratação, ao final do serviço , Riki resolve passar na casa de Riva. O que Cíaran lhe disse o havia magoado muito:
- Tem alguma coisa errada nisso... Cíaran está num modo paranoico. Parece que está usando os preceitos da igreja para esconder alguma coisa. Você sabe se ele é gay ou bissexual?
- Acho que não. Não sei, ele não se abre muito. E ele teve aquela paixão doida pela Elodie, seguia ela em todas as redes sociais.
Riki se encolhe.
- Seria eu o errado... por escolher ser como sou?
Riva para de escovar a crina de um muar, entrega as escovas para Riki e conduz o bicho para sua baia. Enquanto isso, explica outras coisas.
- Olha, Riki, as religiões humanas que vieram para Thundera não aprovam a homossexualidade pois, por muito tempo ela esteve associada à promiscuidade, à paixão carnal desenfreada e aos vícios. Era prática comum entre os romanos, que perserguiram os primeiros cristãos. Após a Nova Reforma, as igrejas passaram não aprovar também os relacionamentos inter-espécies. Só que eu não considero que meu casamento com Tygra seja pecaminoso, muito pelo contrário. Nós criamos e educamos nossos filhos para terem amor por Thundera, para serem cidadãos e constituírem família, da mesma forma que muitos casais gays e héteros fazem.
Ela fecha a baia para o muar poder descansar. Senta-se num banco de madeira e puxa outro para mongrel. Oferece uma caixinha:
- Riva, eu estou tentando parar de fumar!
- É chiclete.
- Ah... desculpa, não tinha percebido..
- Veja! Você pode escolher seus caminhos, Riki. Cíaran, quando estava calmo, já te disse isso e é a maior verdade do mundo! Você não veio aqui à toa. Algo aqui dentro – ela aponta o coração dele - está buscando uma evolução, um amadurecimento. Tudo nessa vida tem um tempo. Há tempos de sofrimento e bonança, há tempos de curtir a “doidado” e tempo de botar a cabeça no lugar, tempo de se divertir e tempo de trabalhar. Conforme você se desenvolve, vai aprendendo a distinguir uma coisa da outra. Naturalmente seu coração vai acabar repelindo os caminhos de perdição, e escolhendo um emprego bacana, estudar algo que você goste, um relacionamento mais estável...
- Com uma mulher...
- Ou com um homem, não importa. Para mim não importa quem você escolhe, mas o tipo de relacionamento que você quer ter com essa pessoa. Um relacionamento gostoso, que te faça querer voltar para casa toda noite após um dia de trabalho, algo que traga paz e alegria para seu coração, acredito que seja o ideal.Você acredita que se o Iason voltar, você vai ter um relacionamento assim?
Riki levanta, chega perto de uma baia e afaga o focinho de outro muar.
- Queria tanto saber isso! - olhos cheio de lágrimas de novo.
- Vem, Bauhaus! - Riva abre a porta da baia e o bicho a segue manso e doce, parando por si só ao lado de uma mureta, e a primeira-dama começa a escová-lo. Ela decide mudar de assunto.
- Tentando parar de fumar, né? Sabe, Riki, se ficar uma “coisa” tentando te controlar ou te desviar, resista sem resistir. Seja um guerreiro pacífico.
- Como assim?
- Deixe a “coisa” falar. Ela vai falar, esbravejar, te cutucar, pode até te machucar. É igual uma pessoa chata falando. E você fica bem na sua, e ela cansa e vai embora. Quer que eu te ensine um tipo de respiração para relaxar e te ajudar a resistir?
- Pode ser...
- Então pegue essa outra escova e me ajude. Bauhaus vai ficar muito feliz de ter duas pessoas escovando o pêlo dele. O método basicamente é o seguinte: respiração abdominal, ou com a barriga. Costumamos respirar “Com os ombros” e essa é a respiração do caçador, muito útil quando a situação é fugir ou lutar, mas extremamente estressante e...
Depois de cuidar do muar Bauhaus, Riva levou Riki de volta oa Giroscópio. Em seu quarto ele deitou na cama e começou a técnica Yoganidra. Num determinado momento do relaxamento, ele deveria imaginar que um anjo o acolheria em seus braços e o conduziria pelo céu. Nem preciso dizer que esse anjo era um blondie cujos olhos tinham um tom de azul maravilhoso. Eles estavam juntos de novo, deitados nus em um jardim florido. Dessa vez não transavam, apenas de olhavam e acariciavam os rostos um do outro.
- Haverá paz para nós, Iason?
Ele não respondeu. Apenas beijou a testa morena de seu amado e o aconchegou em seus braços.
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